Servidores estão em estado de greve | Categoria leva indignação para as ruas e cobra respeito e reajuste salarial
Mesmo debaixo de chuva, centenas de Servidores estiveram conosco na última quinta, 19 de março, no entorno do gabinete do prefeito em um ato de resistência e coragem. Em demonstração de força e unidade, os trabalhadores da Educação, Saúde e demais Secretarias ergueram a voz contra uma Administração que tem tratado o funcionalismo com desdém e descaso. O ato, convocado pelo Sindfusmc, foi fortalecido pela presença maciça de dezenas de lideranças sindicais das cidades da região, que estenderam sua solidariedade ao movimento, evidenciando a luta por dignidade no serviço público. Foi deliberado pelo estado de greve e a Prefeitura será notificada na segunda, dia 23.

📢 REIVINDICAÇÕES
O vigor da manifestação não foi à toa. A categoria está esgotada por uma sucessão de descasos que incluem a tentativa de normalização de práticas autoritárias, como as demissões sumárias de Servidores aposentados, um verdadeiro atentado aos direitos adquiridos. Outro ponto de tensão que ferveu entre os presentes foi a indefinição do governo municipal quanto ao enquadramento das ADEBs (Auxiliares de Desenvolvimento de Educação Básica) dentro do quadro do Magistério. A ausência de uma posição oficial sobre o tema, somada ao completo desrespeito às pautas apresentadas na Campanha Salarial de 2026.

📊 URGÊNCIA DE VALORIZAÇÃO
Se os desmandos administrativos já eram motivo suficiente para a revolta, o cenário financeiro da categoria expôs a ferida mais profunda da gestão municipal. Durante os discursos, um número ecoou com força entre os manifestantes: a defasagem salarial acumulada que hoje atinge os servidores chega ao patamar alarmante de 33,74%. Este índice, longe de ser um mero dado estatístico, representa a brutal perda do poder de compra dos trabalhadores ao longo dos últimos anos, fruto da ausência de reposições salariais dignas tanto por parte das administrações passadas quanto pela atual. Para os profissionais que dedicam suas vidas ao serviço público, o número traduz a dificuldade crescente de fechar as contas no fim do mês, transformando a precariedade em uma constante em suas vidas.



Diferente de um protesto disperso, a mobilização teve caráter deliberativo, com a diretoria apresentando aos presentes os cálculos técnicos que embasam a luta pela reposição da defasagem. A estratégia é clara: não haverá trégua. A luta se estende, ainda, à valorização do auxílio-alimentação, com a exigência de que o mesmo índice de correção seja aplicado ao valor da cesta básica, reconhecendo que a dignidade do Servidor passa necessariamente pelo respeito ao seu sustento e de sua família.


“Unidade é a nossa maior força”, destaca Jesse Cassundé
“A presença dos Servidores aqui hoje, junto com nossos companheiros sindicalistas das cidades vizinhas, mostra que a unidade é a nossa maior força. Não recuaremos um centímetro diante do descaso. A demissão sumária dos aposentados é uma arbitrariedade que precisa ser revertida, e a defasagem de 33,74% será corrigida, porque o suor do Servidor público não pode continuar sendo desprezado”, comenta o nosso presidente Jessé Cassundé.





A assembleia foi encerrada com a promessa de novas ações e a certeza de que o SINDFUSMC segue vigilante, pronto para endurecer as negociações caso as reivindicações continuem a ser tratadas com a indiferença que motivou os servidores a irem para as ruas nesta histórica quinta.


