Sindfusmc na linha de frente | Enfermagem denuncia retrocesso em escalas e exige revisão de portaria

Sindfusmc na linha de frente | Enfermagem denuncia retrocesso em escalas e exige revisão de portaria

Mobilização expõe fissuras no diálogo e garante compromisso formal de revisão de portaria

Nesta quinta, 12 de fevereiro, o Sindfusmc conduziu uma  passeata que partiu da sede da entidade e seguiu até o gabinete do chefe do Executivo municipal. A manifestação, encabeçada por profissionais da Enfermagem e dirigentes sindicais, encontrou pela enésima vez uma muralha de silêncio: o prefeito e seu vice simplesmente se recusaram a receber os Servidores. A negativa, no entanto, não enfraqueceu a pressão legítima da categoria. A comitiva foi então recebida pelo secretário de Saúde, pelo titular da pasta de Assuntos Jurídicos e pelo responsável pela Administração.

Durante a reunião, o presidente do Sindfusmc, Jessé Cassundé, acompanhado da Comissão de Enfermagem, apresentou um diagnóstico sobre os efeitos colaterais da nova escala 12×36 nos moldes pretendidos pela atual portaria. A insatisfação não é burocrática: trata-se de trabalhadores concursados para 120 horas mensais que estariam sendo impelidos a “compensar” o intervalo de almoço – artifício que, na prática, estende a jornada para um regime 13×36.

Mais grave: os Servidores relatam que, durante o período de descanso de 36 horas, permaneceriam à disposição da Secretaria, sujeitos a convocações a qualquer instante. Depoimentos colhidos pela entidade indicam ainda que folgas estariam condicionadas a aval superior, enquanto gestores teriam lançado mão de ameaças veladas, como transferências compulsórias e instauração de processos administrativos. O ambiente, denunciam, tornou-se de franca intimidação.

Compromisso firmado

Diante do arsenal de evidências e relatos, os secretários assumiram o compromisso de reavaliar integralmente o texto da portaria, submetendo-o à análise criteriosa do corpo jurídico. Para sacramentar o acordado, o Sindfusmc protocolou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, um ofício detalhado que consolida todos os pontos debatidos e demanda celeridade na resposta. A mensagem é clara: profissionais da saúde não são números, nem peças de um tabuleiro administrativo. São Servidores que sustentam, com responsabilidade técnica e humana, o funcionamento das UBSs, USFs e Prontos Socorros de Carapicuíba. Reduzir direitos às escondidas, sem diálogo ou respaldo legal, configura violência institucional.

🚨 **Alerta final: se o acordado não valer, a categoria vai parar**

O Sindfusmc mantém-se em estado de vigilância permanente. A diretoria reitera que a via do diálogo foi tentada até a última instância possível. Agora, aguarda-se a contrapartida concreta do Executivo. Caso a revisão prometida não se materialize ou se novas artimanhas regimentais surgirem para solapar direitos históricos, os Servidores não hesitarão: a paralisação será o instrumento legítimo para impor o respeito que a Enfermagem exige.

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